terça-feira, setembro 30, 2003
[Moisés ]
Estou contando as horas pra sair daqui e ir correndo pra você. Quer ir no guaraná? Eu vou contigo. Quer ir ao cinema? Eu vou contigo. Quer ir a qualquer lugar? Eu vou, eu vou. Eu vou contigo pra longe ou pra perto. Se quiser sair pra atirar pedras na água, eu vou, se quiser ir tomar chuva, se quiser ir até o inferno matar demônios eu vou junto. Se quiser ir até o céu visitar as estrelas eu também vou. Se quiser ir pra cama eu vou deitar ao teu lado. Eu vou sempre que você quiser pra onde você quiser, eu largo tudo pra ir com você. Eu vivo pra ver os três brilhos no teu olho. Eu vivo pra ir junto com você e pra te levar junto comigo. Sem exagero.
[Moisés #2]
This mess we´re in
Oh
The city sun sets over me.
Agora. Você é o dono dos meus ouvidos;
Agora. Você é o dono de todas minhas as letras e imagens e melodias;
Agora. Você é o dono de todas as minhas impressões digitais e fios de cabelo e das calças jeans velhas e dos meus livros e dos meus livros que ainda não existem;
Agora. Você é o dono do meu tempo que eu não consigo mais contar no relógio, o tempo todo, o tempo agora, o tempo onipresente. E também é dono das besteiras que eu digo, que eu penso, e das coisas bonitas que eu digo e penso. Dono da respiração que eu prendo pra não passar mal com o cheiro de querosene. Dono do suco de maçã quente que eu tomei hoje à tarde. Dono da música que eu escuto agora (You Said Something/That I´ve never Forgotten).
Agora. Você é dono de mim.
Não sei mais ser dona de mim. Só sei ser sua, só acho bom e bonito ser sua.
@ 4:35 PM
sábado, setembro 27, 2003
Eu queria escrever um monte sobre você agora, e tem um monte que eu quero dizer, um monte tão grande de palavras e imagens que eu não consigo nem ver onde acaba. E cada vez que eu te encontro, vejo mais um monte de coisas novas e cada vez mais bonitas. Agora, por exemplo, tem um monte.
Mas não vejo muito sentido em escrever sobre ti se você está logo ali na sala. Prefiro te abraçar, te cheirar, te sentir o máximo possível. Olhar as coisas só suas que me encantam e eu nem sei explicar o que são. Elas só aparecem pra mim e fogem quando eu tento racionalizar. Não dá. Eu simplesmente sinto que elas estão ali. Lindas, e suas. Olhando e sorrindo pra mim, as coisas só suas que eu amo.
Vou agora parar de falar e correr pra perto de ti, que é onde eu quero estar.
@ 8:27 PM
terça-feira, setembro 23, 2003
Duas coisas mudaram minha vida hoje:
1) Ele me deu seu coração.
E na parte de trás da folha estava o título: "my heart is just a vision. the real one is in your hands".
2) Ele me deu sua mente.
E na parte de trás, escrito: "you are always on my mind".
Lindo. Lindo!
Estou feliz, afinal. Estas são as melhores coisas que eu poderia receber de alguém neste mundo, nesta vida...
Neste e em todos os mundos, nesta e em todas as minhas vidas. Não preciso de nada além! Quero que todos saibam o quanto isto me faz feliz, e o quanto o Moisés me faz bem! E quero sempre entregar tudo a ele. Tudo o que tenho a dar sou eu, e sei que ele vai cuidar bem de mim.
@ 2:03 PM
segunda-feira, setembro 22, 2003
Moisés,
Eu quero fazer a melhor coisa do mundo pra você:
Eu quero SER a melhor coisa do mundo pra você.
@ 6:54 PM
quinta-feira, setembro 18, 2003
Ontem foi pra mim mais legal que natal de criança. Eu estava feliz porque era aniversário do Moisés, o dia estava bom e era por causa disso. Eu olhava pra ele com olhos limpos e ficava feliz. Foi tudo especialmente simples:
Os sorrisos dele pelos presentes dalinianos.
A gente sorrindo e se abraçando um monte de vezes.
O cinema com o Taigo e Amanda, ao invés das aulas de gravura e escultura.
O clima gostoso nem quente nem frio.
A nuvem em forma de rosto-catatônico-engolindo-a-torre, que só nós dois vimos.
Ficar conversando com a mãe dele e esquecer do tempo pra depois ir ao boteco beber café e cerveja com os amigos.
Rir com o Frank, e conversar sobre coisas legais e ficar braba quando o Moisés, o Marcello e a Amanda começam a falar das bandas de metal que eu nem conheço mas detesto.
Planejar assistir shows de bandas que a gente gosta.
Dirigir com ele me abraçando e ouvindo músicas legais.
O dia inteiro foi um holy moment, apesar de a gente também fazer estas coisas durante outros dias.
O melhor de tudo é que nada foi planejado, as coisas boas apareciam e pronto. Surgiam momentos que a gente vive várias vezes no cotidiano, mas que desta vez pareciam amplificados. Pra mim foi importante porque fazia tempo que eu não passava um dia verdadeiro assim, daqueles que eu vou me lembrar em nostalgias anciãs.
@ 3:54 PM
terça-feira, setembro 16, 2003
[Presente]
Que o meu presente de aniversário pra você diga:
eu te amo, eu te escuto, eu estou perto de você.
Impossível ele conter todo o carinho, carregar todo o amor em suas dimensões de caixa de presente. Mas mesmo se eu te desse toda a água do mundo ou todo o universo do mundo as dimensões ainda seriam limitadas.
Quero que o presente seja um presente-momento, um presente-agora. Um presente holy-moment. Sem pretensões de ser nada além de presente.
@ 12:03 PM
the only barometer you have is your heart. How, when you spot your flower, you can't let anything get in your way.
É bem lindo isso que o Douglas colocou no hipérboles.
Dedico ao meu amor.
@ 11:51 AM
sexta-feira, setembro 12, 2003
acabou de acontecer uma coisa divertida
eu cansei de apertar o enter com o dedo
comecei a apertar o enter com o lápis:
apertei uma vez
e daí apareceu um pontinho
parecia um olho esquerdo
da segunda vez apareceu um olho direito
depois outro ponto onde fica o nariz
e no dia seguinte eu apertei tão rápido e forte que ficou um risco
bem no lugar onde fica a boca
antes da boca era só um triângulo de três pontinhos
mas agora se formou uma carinha no meu enter, mais ou menos assim :./
acho que se eu continuar apertando o enter com lápis aparecerão bigodes
e eu vou ter uma carinha daliniana no teclado!
@ 3:25 PM
terça-feira, setembro 09, 2003
Faltam 8 dias!!!!
:) O que você quer? O que quer ganhar?
Me quer? Eu dou. De novo. E de novo. E mais de novo ainda. All over.
@ 12:45 PM
Meu querido, como foi a sua noite? Porque a minha piscou o tempo todo. Dormindo. Acordando. Dormindo. Acordando.
Os meus sentidos estranhavam o ambiente do quarto de hóspedes da minha avó. Faltava cor, faltava cheiro, tudo pálido ou de madeira, impessoal: paredes brancas, cortina fininha e cama alta e kitsch. Engraçado como me senti mais hóspede ali do que nos 10 dias que passei na tua cama. Me sentia tão parte do teu quarto quanto os lençóis e os travesseiros e você. Sentia que as coisas ali estavam direitas e boas, no lugar certo: braços envolvendo costas, rostos respirando rostos. Eu dormia sonhava dormia sonhava. Agitada como sempre mas confortável, sentindo que você estava ali, e confirmando que era de verdade ao abrir os olhos e te ver a milímetros de mim no colchão macio, teu cheiro bom de sono enquadrado por paredes laranjas. Como é estranho me adaptar à "vida real", à vida de acordar com ruídos de alarme ao invés de beijos. Vida burocrática de despertador. O meu café da manhã foi burocrático, o ar está burocrático, até minhas frases de hoje estão burocráticas.
@ 11:09 AM