domingo, janeiro 11, 2004
Conversando com o Moisés, descobri que este blog não faz sentido. Não tenho escrito aqui faz um bom tempo, e acho que isso é um bom sinal: sinal de que os meus textos não cabem mais neste espaço.
Quem sabe eu deva levar a sério e levar as palavras para um livro, coisa que venho ensaiando há um longo tempo.
Acho que preciso de um suporte mais maduro, mais pessoal do que um blog. Primeiro porque eu nunca soube fazer blog, dizer bobagens pequenas do dia a dia num tom mais displicente e menos sentimental. Segundo porque eu sou uma piegas escrevendo e acho que o papel é perfeito pra essa pieguice, porque ele se suja, se amassa, se rasga... eu não posso amassar e rasgar um blog quando der vontade.
Além disso, eu não consigo falar quando tem muita gente olhando. E acho que não quero falar pra todo mundo, só pra quem me entende, só quero falar pra dentro, porque eu sei que as pessoas que me conhecem vão ouvir também. E vão entender.
Então é isso. Tá na hora de tocar os projetos pra frente e parar de brincar de escrever. Porque pra mim é mais importante escrever pra ninguém ler do que algumas pessoas lerem o que não acontece de verdade em mim.
Os amigos que conseguem me ler continuarão recebendo minhas cartas, que agora serão mais calorosas e pessoais. E Moisés e eu continuaremos trocando carinho sem que ninguém precise ficar assistindo.
Um abraço grande pra quem leu e entendeu o que a gente quis dizer aqui.
@ 9:19 PM
quarta-feira, dezembro 31, 2003
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segunda-feira, dezembro 29, 2003
Só algumas bobagens.
Era pra eu estar almoçando agora, meu querido de todo dia, mas não estou com vontade. Tem um monte de gente à mesa mas eu não tou com vontade de um monte de gente. Estou com vontade de cobertor quentinho, chá e sapos de pelúcia. Você precisava ver a chuva que caiu quando eu cheguei aqui, encharcou as minhas sapatilhas novas - pela segunda vez em uma semana.
Era pra eu estar fazendo um monte de coisa agora, mas na verdade eu não quero fazer nada agora. Me sinto triste por motivos pequenos e aqui de onde eu vejo eles parecem maiores. Aqui todo mundo está numa cegueira boa e eu carregando um monte nas costas. E acho que isso não é legal. Mas sei que é uma bobagem no fundo, porque todo mundo que vive carrega um monte nas costas. Só que este monte não precisaria pesar tanto, se eu quisesse. Eu quero, mas parece que não quero.
Acho que posso tornar as coisas melhores. E é isso que eu desejo pra todo mundo pro ano que vem. Não precisamos ser cegos também, mas podemos olhar as coisas por milhares de jeitos diferentes.
PS:
Ontem, pela primeira vez em muito tempo, eu deixei de sentir medo da morte por alguns instantes. Daí eu consegui viver um pouco.
@ 12:57 PM
sexta-feira, dezembro 26, 2003
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domingo, dezembro 21, 2003
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sexta-feira, dezembro 19, 2003
O sonho mais assustador que eu já tive talvez seja o desta noite.
Sonhei que estava saindo do mar e a morte veio falar comigo na areia. Ela parecia aqueles bonecos mexicanos de dia dos mortos e vestia o habitual capuz preto. Me disse que eu não tinha gastrite, como o médico diagnosticou, e sim um fungo no estômago. E que era incurável e que eu morreria em breve.
Depois continuei a vida e esqueci deste aviso, até que um dia ela apareceu na janela do quarto do meu pai (onde eu dormia ontem) e me chamou. Eu fiquei implorando pra não morrer e ela se comoveu e disse que ia chamar Deus.
Então Deus chegou na janela do quarto e eu não lembro o que conversamos, só lembro que Deus e eu começamos a analisar a minha vida, e não lembro se ele resolveu me deixar viver ou morrer.
Lembro também de os meus avós ficarem chorando ao meu lado e eu estar esperando o meu pai sem saber se eu estava viva ou morta, porque ele tinha a resposta. Lembro que tive muito medo e chorava também.
@ 3:44 PM
Poderia ser a minha tattoo... tem uma libélula E uma flor de lótus.
E mais, o desenho é de uma fonte. E corresponde à letra G do teclado. G de Gabriela.
Se bem que estou na dúvida se é uma lótus ou flor de cerejeira.
@ 3:25 PM
Trouxe, pra ouvir no trabalho, dois presentes que ganhei de aniversário.
Placebo - Sleeping With Ghosts
Incubus - Make Yourself
Até agora, estou gostando mais do CD do Incubus. O do Placebo eu ouvi primeiro e é bom, mas não me chamou muito a atenção como eu esperava em um Placebo. Já o segundo me prendeu mais por enquanto (ainda não ouvi todas).
@ 2:14 PM
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Está cada vez mais difícil respirar aqui sem me incomodar. Pra escapar do fedor nojento de cigarro no ar condicionado, tentei cheirar meu cabelo, que há meia hora atrás estava gostoso com cheiro de shampoo novo. Agora está fedendo igual ao ar daqui. O meu copo de água está com aroma de fumaça. A minha roupa já perdeu o perfume que eu passei antes de sair, assim como o desodorante, que a esta hora também deve estar com cheiro defumado. Assim não dá.
E a idiota aqui não sabe reclamar... daqui a pouco eu poderia alucinar aqui dentro, se tivesse coragem. Mas nem a habitual tossidinha dos não-fumantes...
Me sinto um chester defumado, falando em natal.
@ 1:19 PM
Não sei o que fazer. Instalaram ar condicionado na minha sala do trabalho, que tem três fumantes que passam o tempo todo fumando. O ar daqui está insuportável. Irrespirável. E eu, a que não fuma na sala, não sei como pedir pra todo mundo parar de fumar neste AMBIENTE FECHADO, ou dizer pra abrirem as janelas senão eu morro sufocada.
@ 1:04 PM
quinta-feira, dezembro 18, 2003
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